O Parlamento Europeu irá em Abril provavelmente começar a sua segunda leitura da directiva com base numa "posição comum" legalmente questionável. Espera-se que o relator designado, um antigo primeiro ministro Michel Rocard Francês advogue a reafirmação da posição do Parlamento de Setembro de 2003 (i.e. liberdade de publicação e de interoperacionalidade, restrição da patenteabilidade ao domínio físico). A votação irá provávelmente ser feita em Julho. Os requisitos de maioria são agora mais altos do que em 2003: os membros ausentes contam a favor do Conselho. Se Rocard tiver sucesso em trazer todas as emendas de 2003 para a segunda leitura, estará numa posição negocialmente forte durante o processo de conciliação subsequente. No entanto, uma directiva desejável só pode ser conseguida se o monopólio dos oficiais de patentes ministeriais (o grupo que governa o EPO) puder ser enfraquecido. Desta forma, as liberdades básicas da sociedade de informação passaram a estar fortemente ligadas à democratização da União Europeia.
Um drama semelhante está simultaneamente a acontecer na Índia. A administração dos oficiais de patente usaram o pretexto da adopção do TRIPs para com um acto administrativo inesperado, declararem as patentes de software legalmente válidas, medida sujeita à aprovação do Parlamento na primeira metade de 2005. Os oficiais Indianos revelaram ser alunos fieis dos seus congéneres Europeus e as posições críticas por parte dos media têm sido ainda mais fracas do que na Europa.