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Dado que a proposta actual do Conselho foi escrita a portas fechadas por administradores de gabinetes de patentes, este resultado irreal não deveria, infelizmente, surpreender ninguém.
A sua convulta e enganadora Novilíngua de Patentes, negociada em obscuras negociações nos bastidores, é um insulto ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e Social Europeu, ao Comité das Regiões e aos inúmeros peritos e partes que têm investigado seriamente este projecto de directiva connosco. Não só a Comissão e o Conselho falham o trabalho de casa, eles também tentam deitar fora o trabalho árduo que os legisladores eleitos fizeram pr eles, sem sequer tentarem responder às preocupações que têm sido levantadas.
É evidente que os oficiais nacionais de patentes no Conselho não querem "harmonização" ou "clarificação". Eles meramente querem assegurar os interesses estabelecidos com patentes. Se não conseguirem o que querem simplesmente enterram o projecto de directiva e tentam encontrar outras formas de dar a volta à lei existente, cuja clareze lhe dói tanto.
O novo rascunho rejeita todas as emendas limitativas do Parlamento Europeu, e é descrito pela FFII como "o mais intransigente texto pro-patentes até hoje".
Tecnicamente, a decisão do COREPER de Quarta-feira é apenas uma "previsão" da decisão final, a ser confirmado pelo Conselho de Ministros da Competitividade em 17 e 18 de Maio. Até essa data, os Estados-membros ainda podem mudar a sua opinião (e os seus votos).
Diz-se que o apoio para o documento ao nível político é muito suave; e que as decisões definidas no COREPER podem ser desfeitas (as discussões do ano passado sobre a Patente Comunitária, por exemplo).
O texto do COREPER vai mais além do que o texto de 2002 da Comissão Europeia ao legalizar as patentes de software. Em 2002 a Comissão tinha concordado, em difíceis negociações entre o DG do Mercado Interno (Bolkestein) e o DG da Sociedade da Informação (Liikanen), em não permitir reivindicações sobre programas. Agora o DG da Sociedade da Informação aparentemente juntou-se à pressão unida de Bolkestein e dos administradores de patentes do Conselho.
Um documento que veio a público do DG do Mercado Interno de Bolkestein sugere que o DG da Sociedade da Informação deixou de rejeitar reivindicações sobre programas. Esta concessão de Liikanen é necessária por forma a apressar o grupo de trabalho do Conselho na sessão ministerial como um "item A", isto é, um ponto de consenso que não necessita qualquer discussão da parte dos ministros.
Durante a próxima semana a FFII apela a uma nova greve on-line e a uma onde de eventos e manifestações locais. Nos últimos dias já, pessoas manifestam-se com cartazes próximo dos gabinetes da Comissão.
Jonas Maebe +32-485-36-96-45 (Nederlands/Inglês)
Erik Josefsson +46-707-696567 (Sueco/Inglês)
Thierry Coutelier +352 406776 (Francês/Alemão/Inglês)
Benjamin Henrion +32-498-292771 (Francês/Inglês)
Dieter Van Uytvanck +32-499-16-70-10 (Nederlands/Inglês)
Tomasz Marciniak +48-61-8779-208 (Polski)
Stepan Kasal +42-0-257323410 (Czesztina)
James Heald +44 778910 7539 (Inglês)
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